JUNKESADVOCACIA E CONSULTORIA Vendedores na Amazon

Conta desativada · saldo retido

A Amazon desativou sua conta e segurou o seu dinheiro?

Num caso real, a Justiça mandou reativar as contas de duas vendedoras, devolver o saldo retido e pagar indenização. A Amazon recorreu — e o Tribunal manteve tudo, por unanimidade. A decisão já é definitiva.

  • Sentença favorável às vendedoras
  • Recurso da Amazon negado
  • Unanimidade no Tribunal
  • Decisão definitiva

Atendimento online para vendedores de todo o Brasil.

Hemerson Henrique Junkes Advogado · OAB/PR 85.858
9 anos de advocacia
Dr. Hemerson Henrique Junkes, advogado, OAB/PR 85.858

Começa assim

Reconhece alguma destas mensagens?

São trechos de notificações reais que a Amazon enviou às vendedoras do caso. Nenhuma explicava o que, exatamente, estava errado — e o dinheiro das vendas ficou preso.

Notificação de desempenho15/05/2024
Sua conta Amazon

“Sua conta de vendedor da Amazon foi desativada de acordo com a seção 3 do Contrato de Soluções Comerciais da Amazon. Suas listagens foram removidas. Os fundos não serão transferidos para você (…)”

Notificação de desempenho09/06/2024
Seus privilégios de venda na Amazon.com foram removidos

“Você tem uma conta separada […] que foi aplicada por violar uma de nossas políticas. Como resultado, você não pode mais usar a conta […] para vender na Amazon.com.”

Trechos reproduzidos das notificações juntadas ao processo, com o nome das lojas omitido.

Sinais de que vale analisar o seu caso

Conta desativada com motivo genérico, sem apontar pedido, produto ou prova.

Saldo de vendas já entregues retido “enquanto a análise continua”.

Recursos e planos de ação respondidos com textos automáticos.

Uma segunda conta suspensa só por estar ligada à primeira.

Acusação de dropshipping, produto restrito ou inautenticidade sem prova concreta.

Conta na Amazon.com (EUA), operada aqui do Brasil.

Caso real · decisão definitiva

O resultado, do bloqueio à decisão final

Duas vendedoras brasileiras tiveram as contas desativadas e o saldo retido. O caso passou por duas instâncias da Justiça da Paraíba — e terminou assim:

As contas

Reativação determinada

A Justiça mandou restabelecer, de forma imediata e definitiva, as duas contas de vendedora.

O saldo retido

Devolução determinada

O dinheiro de vendas já concluídas e entregues deve ser devolvido, com correção e juros.

Os danos

Indenização por dano moral

Inclui o tempo perdido com recursos inúteis e a chance de crescimento do negócio interrompida.

No Tribunal

3 votos a 0

A Amazon recorreu. Os três julgadores negaram o recurso e mantiveram a sentença inteira.

  1. 15/05/2024
    A primeira conta é desativada
    Notificação genérica, com base na “seção 3” do contrato. O saldo das vendas fica retido.
  2. 09/06/2024
    A segunda conta cai junto
    Desativada só por estar ligada à primeira, sem nenhuma infração própria.
  3. Depois do bloqueio
    Recursos internos sem resposta útil
    Planos de ação enviados à Amazon receberam respostas automáticas e padronizadas.
  4. 24/03/2025
    A ação é proposta na Justiça da Paraíba
    Pedidos: reativar as contas, devolver o saldo retido e indenizar os danos.
  5. 15/04/2025
    Liminar negada no início
    O juiz preferiu ouvir a Amazon antes de decidir. O processo seguiu normalmente.
  6. 20/10/2025
    Sentença favorável às vendedoras
    Determinou a reativação das contas, a devolução do saldo retido com correção e indenização por danos morais.
  7. 11/11/2025
    A Amazon recorre
    Pediu para anular tudo: disse que o contrato era com a empresa dos EUA, que valia arbitragem lá fora e que o bloqueio foi legítimo.
  8. 24 a 31/08/2026
    Tribunal nega o recurso por unanimidade
    A 3ª Câmara Cível do TJPB manteve a sentença inteira. Três julgadores, três votos no mesmo sentido.
  9. 05/10/2026
    Trânsito em julgadoDefinitiva
    A Amazon não recorreu de novo. A certidão confirma: a decisão é definitiva.
  10. Agora
    Fase de cumprimento de sentençaEm andamento
    A etapa em que se exige da Amazon o cumprimento do que foi decidido.

Tribunal de Justiça da Paraíba · 3ª Câmara Cível · Apelação Cível nº 0815621-50.2025.8.15.2001 · julgada em sessão virtual de 24 a 31/08/2026 · certidão de trânsito em julgado de 05/10/2026.

Os fundamentos

O que o Tribunal decidiu, em palavras simples

Estes são os pontos que sustentaram a decisão — com o trecho original do acórdão. Eles aparecem em muitos bloqueios. Veja se algum é parecido com o seu.

Dropshipping, sozinho, não é fraude

Vender sem estoque próprio pode contrariar a política da Amazon. Mas isso não autoriza confiscar o saldo.

“A modalidade logística adotada, ainda que contrária à política interna da plataforma, não se presume, por si só, fraude grave.”
Acórdão · TJPB · 01/09/2026

Reter o dinheiro sem provar prejuízo é confisco

A retenção serve para cobrir reclamações e estornos. Sem nada disso, segurar o saldo vira apropriação.

“(…) a plataforma reteve patrimônio alheio sem justa causa, transformando medida de cautela em confisco privado.”
Acórdão · TJPB · 01/09/2026

Uma conta não paga pela outra

Suspender a segunda loja só porque ela está ligada à primeira, sem infração própria, é abuso.

“A punição reflexa é desproporcional e viola a boa-fé objetiva (…)”
Acórdão · TJPB · 01/09/2026

Quem acusa precisa provar

Prints internos do sistema, em inglês e sem certificação, não bastaram para provar fraude.

“(…) as provas que juntou consistem em telas sistêmicas unilaterais, em língua estrangeira, sem certificação técnica (…)”
Acórdão · TJPB · 01/09/2026

Conta nos EUA, processo no Brasil

Mesmo com a conta na Amazon.com, a empresa brasileira do grupo respondeu — e a arbitragem nos EUA foi afastada.

“A unicidade da marca e a atuação na captação de vendedores no território nacional fazem da ré a face visível do conglomerado perante o aderente brasileiro.”
Acórdão · TJPB · 01/09/2026

Resposta automática também é prova

Planos de ação respondidos com textos padronizados mostraram que não houve chance real de defesa.

“Esse vazio informativo inviabilizou o contraditório administrativo e impediu qualquer defesa útil.”
Acórdão · TJPB · 01/09/2026

Amazon.com · vendedores brasileiros

Sua conta é da Amazon dos EUA? Isso não fecha a porta da Justiça brasileira.

No caso julgado, as duas contas vendiam no site americano. A Amazon disse que o contrato era com a empresa dos EUA, que o caso deveria ir para arbitragem lá fora e que valeria a lei do Estado de Washington. O Tribunal rejeitou os três argumentos.

  • A empresa brasileira respondeA Amazon do Brasil faz parte do mesmo grupo e responde junto pelos danos ao vendedor brasileiro.
  • A Justiça brasileira é competenteO grupo tem presença no país e, na relação de consumo, o vendedor pode processar onde mora.
  • A arbitragem nos EUA não valeuCláusula de arbitragem em contrato de adesão, sem concordância expressa do vendedor, foi considerada ineficaz.

Esse ponto ainda não é decidido do mesmo jeito em todos os tribunais do país. Por isso a análise é feita caso a caso.

Para ganhar tempo

O que separar antes de falar com o advogado

Não precisa ter tudo. Mas quanto mais desta lista você tiver, mais rápida e precisa fica a análise.

  • Prints das notificações da Amazon, com a data
  • E-mails e respostas do suporte (Seller Support)
  • Recursos e planos de ação que você enviou
  • Tela de pagamentos com o saldo retido
  • Relatório de vendas dos últimos meses
  • Comprovantes de envio e entrega dos pedidos
  • Registro de devoluções, reclamações ou estornos — ou a falta deles
  • Nome da loja, país do marketplace e ID de vendedor

Como funciona

Do primeiro contato à estratégia do seu caso

01

Você conta o que aconteceu

Pelo WhatsApp, com os prints e documentos que já tiver em mãos.

02

Análise honesta

Fatos, provas e riscos avaliados com franqueza. Se não houver caminho viável, você fica sabendo.

03

Estratégia definida

Notificação, ação judicial ou pedido de urgência: você entende cada passo e o porquê.

04

Tudo online

Processo eletrônico e acompanhamento a distância, de qualquer lugar do Brasil.

Nenhuma avaliação promete resultado: cada caso depende dos seus fatos e das suas provas.

Transparência

Quando o resultado pode ser diferente

Há decisões em que a Justiça deu razão à Amazon — em geral quando a plataforma provou reclamações de clientes, estornos ou produtos falsificados. Também há tribunais que entenderam que a empresa brasileira não responde por contas do site americano.

Por isso a primeira conversa serve para olhar as suas provas com franqueza, antes de qualquer decisão. É isso que protege o seu tempo e o seu dinheiro.

Quem vai analisar o seu caso

Hemerson Henrique Junkes

Advogado com atuação técnica e combativa em Direito Civil e do Consumidor, incluindo a defesa de vendedores em plataformas digitais. Rigor na prova, clareza na comunicação e atendimento próximo, do primeiro contato ao fim do processo.

9Anos de advocacia
5,0212 avaliações no Google
OAB/PR85.858
Dr. Hemerson Henrique Junkes analisando documentos

O que nossos clientes dizem

Avaliações reais, direto do Google

Sem frases recortadas — os prints originais, como qualquer pessoa pode conferir no perfil do escritório.

5,0 212 avaliações no Google
Print de avaliação real de Andre Kawa no Google
Print de avaliação real de Jose Regino no Google
Print de avaliação real de Rosana Mello no Google
Print de avaliação real de Lucas Jocowski no Google
Print de avaliação real de Alexandre Bernd no Google
Print de avaliação real de Ju De Scherer no Google
Print de avaliação real de Vander no Google
Print de avaliação real de Aline Santos no Google

Perguntas frequentes

Antes de falar com o escritório

Minha conta é da Amazon dos EUA. Posso entrar na Justiça no Brasil?
No caso julgado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, sim: o Tribunal entendeu que a Amazon do Brasil responde pelo grupo, que a Justiça brasileira é competente e que a cláusula de arbitragem nos EUA não valia. O tema ainda não é decidido do mesmo jeito em todos os tribunais, então a viabilidade depende da análise do seu caso.
Eu uso dropshipping. Isso me impede?
Não necessariamente. O Tribunal decidiu que o dropshipping, por si só, não se presume fraude grave nem justifica reter todo o saldo. O que pesa são as provas: pedidos entregues, ausência de reclamações e de estornos.
A Amazon pode reter o meu saldo?
O contrato prevê retenção para cobrir riscos, como reembolsos e estornos. No caso julgado, a retenção sem prova de prejuízo foi considerada enriquecimento sem causa, e a devolução foi determinada.
Dá para pedir uma liminar?
Dá para pedir, mas não existe garantia. No caso desta página, a liminar foi negada no início. O resultado veio com a sentença e foi confirmado pelo Tribunal.
Quanto tempo leva?
Depende do caso e do tribunal. Como referência, no processo desta página foram cerca de sete meses do início da ação até a sentença, e pouco mais de um ano e meio até a decisão definitiva.
Já recorri dentro da Amazon e negaram. Ainda dá?
Sim. O recurso interno não é obrigatório para ir à Justiça. E as respostas automáticas que você recebeu podem servir de prova — como aconteceu no caso julgado.
Preciso morar perto do escritório?
Não. O atendimento é online e o processo é eletrônico. No caso julgado, o Tribunal reconheceu que a ação podia ser proposta onde as vendedoras moravam.
Como funciona a contratação?
Primeiro o Dr. Hemerson entende o seu caso. Depois, honorários e forma de atuação são tratados diretamente com você, de acordo com as particularidades da situação.

Pronto para entender o seu caso?

Fale no WhatsApp

Envie os prints da notificação e conte o que aconteceu. Você recebe uma avaliação técnica e realista.

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